Rafael Rodrigues

Mãe Lusitana

Fruo o aperto no peito tremente

Arrefece sangue quente tão escuro que a dor física

Perde inteiro significado, existe só um mar vicentino.

Tudo porque anseio que me traga dor passada

Para ordinariamente saciado voltar a acolhê-la em mim

Na despida esperança que dela ceda maturidade.

Assim é o velho consciente que ruja suas memórias

E crie esta impressão, é mágoa idosa sobre este nosso

Canto, dentro desta alma masoquista que todos albergamos,

Abraça no desgosto que é ter um coração ingénuo.

E o facto de não conhecer mais ninguém de tanto cativo

A dor ausente enubla para que o tudo que já foi dito,

Ser dito, sem amargura na áspera mãe lusitana.

Rafael Rodrigues

(direitos de autor)

Uma resposta to “Rafael Rodrigues”

Trackbacks/Pingbacks

  1. arteicoisas - Abril 30, 2011

    […] “Mãe Lusitana”(link) […]

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